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Blefaroespasmo

Piscar é saudável porque a lágrima limpa a córnea e neutraliza microrganismos que poderiam provocar infecções. Mas, em alguns casos, o ato de abrir e fechar os olhos pode caracterizar uma doença, o blefaroespasmo, cuja principal característica é piscar de maneira descontrolada e aumentada.

O Blefaroespasmo essencial benigno é caracterizado por espasmos involuntários progressivos do músculo orbicularis oculi e músculos da região superior da face (corrugador e prócerus). As contrações forçadas e crônicas dos músculos perioculares tornam o paciente debilitado e levam a alterações funcionais (dificuldade de enxergar) e cosméticas das pálpebras. 

Com o progredir da doença, o indivíduo torna-se afastado do convívio social. A frustração e a depressão levam alguns a considerar esta doença como psicossomática. Entretanto, a severidade do blefaroespasmo é provavelmente a causa e não o resultado das alterações psicológicas.

 

Tratamento

O tratamento inclui uma variedade de medicações orais que apresentam eficácia limitada.

Injeções de toxina botulínica tipo A têm apresentado bons resultados, embora temporários. A toxina botulínica tipo A é uma neurotoxina que causa desnervação química na junção neuromuscular. A injeção da toxina botulínica é procedimento que oferece terapia eficaz no controle dos espasmos musculares. Após as injeções, a ação é observada de 48 a 72 horas e a duração do alívio sintomático é de 8-24 semanas. Nem todos os pacientes respondem à injeção da toxina botulínica.

A miectomia periocular, ou seja, retirada cirúrgica dos músculos que fecham os olhos, tem demonstrado bons resultados em longo prazo. Outra forma mais recente de tratamento cirúrgico é a colocação de pontos compressivos ao redor dos nervos que inervam o músculo orbicular dos olhos. A vantagem é que pode ser ajustada conforme cada caso, colocando-se mais ou menos pontos.

Tratamento Cirúrgico

A miectomia é feita sob anestesia local com sedação e os músculos orbicular, prócerus e o corrugador são retirados. Complicações desta cirurgia são a persistência do blefaroespasmo, hematoma, linfedema crônico na região periorbitária (inchaço) e anestesia da região frontal.

A colocação de pontos compressivos ao redor dos nervos que inervam o músculo orbicular dos olhos também é realizada com anestesia local e sedação.

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